As pontas de medição (styli) são componentes essenciais nos sistemas de apalpamento de máquinas tridimensionais (CMM). A escolha correta do tipo, material e geometria da ponta impacta diretamente na precisão, repetitividade e vida útil do apalpador. Conheça todos os modelos disponíveis e seus parâmetros técnicos.
Durante o contato com a peça, o sensor gera o sinal que determina a posição geométrica em X, Y e Z. O que acontece nesse toque depende inteiramente de como a ponta foi construída.
Apalpadores de toque capturam pontos individuais. Sensores de varredura capturam continuamente, com a ponta em contato permanente, acompanhando o movimento da máquina.
Cada geometria de ponta é projetada para uma classe de aplicações específicas. A combinação entre o tipo de ponta, o material da haste e o diâmetro da esfera define a melhor solução para cada feature de medição.

O tipo mais comum na metrologia, por flexibilidade e ampla aplicação. Variedade de materiais tanto na esfera quanto no corpo, conforme a exigência de precisão e de durabilidade.

Várias pontas num só conjunto, para máxima flexibilidade sem trocar de ferramenta no meio do ciclo. Típica em peças rotacionalmente simétricas com dentes, como engrenagens.

Uma seção de esfera, usada para medir recessos e sulcos em peças complexas. Eficaz na medição de ranhuras e superfícies internas.

Área de superfície maior que a dos demais tipos, ideal para captura confiável em peças de paredes finas. Distribui o contato de forma uniforme durante a medição.

Para medição de roscas, key-points e pontos de referência críticos. Permite inspeção precisa de picos e vales. Não é recomendada para uso em máquina de manufatura.

Aumenta o alcance da medição em áreas de difícil acesso. Disponível em vários comprimentos, materiais e diâmetros, conforme o ambiente de medição.

Compatibiliza roscas diferentes. Com o adaptador certo, um apalpador de rosca M5 passa a usar pontas M2, sem precisar de outro apalpador.

Para contato em ângulo ou em peças de geometria angular. Alcança pontos de difícil acesso sem comprometer a precisão, desde que o conjunto esteja bem fixado.
Todos os modelos do catálogo Enterfix são descritos pelos parâmetros abaixo. Compreender cada parâmetro é fundamental para especificar corretamente a ponta ideal para cada aplicação.
Comprimento total da ponta medido da face de apoio da rosca até o centro geométrico da esfera, expresso em milímetros. Exemplos: 10 mm / 20 mm / 30 mm / 50 mm / 75 mm / 100 mm.
Comprimento útil da haste disponível para entrar em cavidades e furos sem que o corpo do apalpador toque a peça. Sempre menor que L. O EWL é o parâmetro crítico para determinar se a ponta alcança a feature sem colisão.
Rosca métrica para acoplamento ao apalpador ou módulo de extensão. Deve ser compatível com o apalpador instalado na CMM. Valores disponíveis: M2, M3, M4, M5.
Material construtivo da haste, que influencia rigidez, peso, expansão térmica e susceptibilidade magnética. Códigos: CE (cerâmica), MD (metal duro), Inox (aço inoxidável), FC (fibra de carbono).
Diâmetro nominal da esfera de contato. Impacta diretamente o acesso a features internas e a força de contato distribuída sobre a superfície. Esferas menores acessam features mais estreitas; esferas maiores oferecem maior estabilidade de contato. Faixa disponível: 0,3 mm até 10 mm, em incrementos padrão de 0,5 mm e 1 mm.
A rosca de fixação conecta a ponta ao apalpador ou ao módulo de extensão. Abaixo, a relação entre as roscas disponíveis e os apalpadores mais comuns do mercado.
O material da haste influencia rigidez, peso, expansão térmica e comportamento magnético. Cada material tem uma classe de aplicação preferencial.
Alta rigidez, baixa expansão térmica e não magnética. É o material padrão para uso geral em CMM, proporcionando excelente relação rigidez/peso e estabilidade dimensional em ambientes com variação de temperatura.
Extremamente rígida, indicada para pontas curtas que exigem máxima rigidez lateral, como pontas estrela e pontas em L com braço curto. Susceptível ao magnetismo; evitar em peças ferromagnéticas que possam atrair a haste.
Versátil e resistente à corrosão. Maior expansão térmica que a cerâmica: usar em ambientes climatizados (20 °C ± 1 °C). Boa usinabilidade, disponível em uma ampla gama de comprimentos. Indicada quando o custo é o fator principal.
Levíssima e com baixíssima expansão térmica. Essencial para pontas longas (> 50 mm) onde o peso da haste aumentaria o erro de deflexão dinâmica. Não magnética. Frágil sob impacto lateral: evitar colisões.
Atenção à temperatura: para pontas de aço inoxidável, recomenda-se que a peça e a CMM estejam a 20 °C ± 1 °C por pelo menos 4 horas antes da medição, conforme ISO 1 e ASME B89.6.2.
O diâmetro da esfera determina o acesso mínimo a furos e cavidades e influencia a força de contato distribuída sobre a superfície. Veja as faixas de diâmetro e suas aplicações típicas.
Regra geral: utilize a maior esfera que caiba na feature a medir. Esferas maiores são menos sensíveis à rugosidade da superfície, ao erro de forma local e ao alinhamento, melhorando a repetitividade da medição.
Siga o roteiro abaixo para definir o tipo, comprimento e material mais adequados para cada aplicação de medição.
Consultoria técnica gratuita para seleção de pontas de medição. Nossa equipe técnica auxilia na seleção da ponta ideal com base no desenho da peça e nas especificações dimensionais exigidas. Informe o apalpador, a feature e a tolerância: sugerimos a solução ideal.
Atendimento: Seg–Sex, 08:00–12:00 e 13:00–17:30 · (11) 4942-2222
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