TP2, TP6, TP20, MP700, LP2, MP11 e a linha TESASTAR. Sem transmissão sem fio, sem bateria e sem configuração óptica: aqui tudo se decide no módulo cinemático, na força de deflexão e na integridade do cabo. É a família da sala de metrologia, onde o erro não para a máquina, e sim aprova peça ruim.
O apalpador a cabo é o mais simples dos três e, por isso mesmo, o mais impiedoso: não existe bateria para culpar, nem sinal sem fio para perder, nem sequência de configuração para reconfigurar. Se o número não repete, é mecânica ou é cabo. E como ele costuma estar numa máquina de medir por coordenadas, o defeito não interrompe a produção: ele libera peça fora de tolerância até alguém reclamar do lote.
Sem bateria e sem rádio, a lista de causas é curta, e isso é uma boa notícia para o diagnóstico.
O defeito número um da família. Os assentos de contato do módulo cinemático se desgastam com o uso e com a colisão, e o apalpador deixa de voltar exatamente ao mesmo ponto depois do toque. É silencioso: a máquina continua medindo, só que errado.
O comando registra um toque que não houve, ou não registra o que houve. Costuma ser força de deflexão fora da faixa, contato sujo ou oxidado no módulo, ou mola de trigger fadigada. Medimos a força em newtons e comparamos com a especificação do modelo.
No TP20 o módulo se destaca do corpo de propósito, para troca rápida e para proteger o conjunto na colisão. Quando o acoplamento magnético ou os contatos perdem definição, o módulo assenta em posição ligeiramente diferente a cada troca, e a calibração some.
Cabo de apalpador trabalha em movimento constante e falha por fadiga, quase sempre perto do conector. O sintoma engana: sinal intermitente que aparece e some conforme a posição do eixo, fácil de confundir com defeito de interface.
Haste entortada, esfera de rubi lascada, rosca espanada, carcaça amassada. A parte visível é a fácil; o que exige bancada é confirmar se o impacto mexeu no módulo ou na eletrônica interna, porque isso não se vê por fora.
O LP2 e o MP11 trabalham em operatriz e enfrentam refrigerante. Vedações e o-rings ressecados deixam passar fluido. Trocamos e reensaiamos a estanqueidade depois de remontar, não antes.
Um apalpador touch-trigger funciona como um assento de três pontos: a haste repousa sobre contatos que fecham um circuito, e o toque abre esse circuito. A precisão inteira do equipamento depende de a haste voltar sempre ao mesmo lugar. Com o tempo e com a colisão, os assentos marcam, a mola perde força e o retorno deixa de ser exato.
Peças novas de reposição, ensaiadas antes da montagem. Quando o componente não existe mais no mercado, a Enterfix fabrica o equivalente, e o laudo lista item por item o que entrou.
No TP20 e no TESASTAR-mp o conjunto é separável: o corpo fica na máquina e o módulo é a parte trocável, que carrega a haste e o mecanismo de toque. São duas peças com vidas diferentes e preços diferentes, e quase sempre só uma delas precisa de reparo.
Por isso a primeira coisa que a bancada faz nesses modelos é separar as duas e ensaiar cada uma. Não faz sentido cobrar reparo de conjunto quando o corpo está perfeito e o problema é o módulo, ou o contrário.
Mande as duas partes quando puder. Corpo sem módulo não se ensaia por inteiro, e módulo sem corpo também não.
Nesta família o laudo é quase todo metrológico, porque é isso que está em jogo.
No mínimo 25 pontos em ±X, ±Y e +Z, com desvio padrão avaliado em 2σ. É o número que prova que o apalpador voltou a medir igual.
Medida em newtons e comparada à especificação do fabricante para aquele modelo. Força fora da faixa muda o resultado da medição sem dar nenhum alarme.
Ensaio na interface real, com movimentação do cabo para revelar a falha intermitente que só aparece em certas posições.
Grade de aspectos visuais e funcionais, item a item, mais a relação do que foi substituído e a liberação assinada por engenheiro.
Para os modelos que trabalham em máquina-ferramenta, entra também o ensaio de estanqueidade depois da remontagem.
| Fabricante | Modelos | Onde costuma estar |
|---|---|---|
| Renishaw, medição por coordenadas | TP2, TP6, TP20 corpo e módulo, MP700 de varredura | Máquina de medir por coordenadas, sala de metrologia |
| Renishaw, máquina-ferramenta | LP2, MP11 | Centro de usinagem e torno, medição em processo |
| Tesa / Hexagon | TESASTAR-p de segunda geração, TESASTAR-mp corpo e módulo | Máquina de medir por coordenadas |
Não encontrou o seu? Pergunte. Apalpador touch-trigger de outras marcas costuma compartilhar a mesma arquitetura de assento de três pontos, e a bancada é a mesma.
Mande os dois quando for possível. Corpo e módulo são peças separadas com vidas diferentes, e o ensaio completo precisa do conjunto montado: repetibilidade e força de trigger se medem com o módulo no corpo. Se só um estiver com problema, o orçamento cobra só aquele, mas para saber qual é, precisamos dos dois na bancada.
Pode ser, e o ensaio de repetibilidade responde isso objetivamente. Mas vale dizer: variação de medida numa máquina de medir tem outras causas possíveis: haste solta, esfera lascada, temperatura da sala, sujeira na peça, calibração vencida. O ensaio na nossa bancada isola o apalpador do resto do sistema e diz se ele está dentro ou fora.
Depende do que a análise encontrar, e essa conta a gente faz junto. Módulo com assento marcado e mola fadigada costuma compensar reparar; módulo com dano estrutural de colisão, não. O orçamento traz as duas informações para você decidir, e se não compensar dizemos isso claramente em vez de empurrar um reparo que volta logo.
Esse é o sintoma clássico de cabo em fadiga, quase sempre perto do conector, onde ele mais flexiona. É fácil confundir com defeito de interface ou de placa da máquina, e por isso muita gente troca a coisa errada. Na bancada movimentamos o cabo durante o ensaio de comunicação justamente para provocar a falha e localizá-la.
Sim, sempre. Qualquer intervenção no apalpador, inclusive troca de módulo ou de haste, exige nova calibração na sua máquina antes de medir. Nosso laudo comprova que o apalpador saiu daqui dentro dos ensaios, mas a calibração acontece no seu equipamento, com a sua esfera padrão.
Abrimos a ordem de serviço, você envia, e o orçamento sai com o defeito já identificado em bancada. Aprovando o reparo, a análise técnica não é cobrada.
Enterfix, soluções em metrologia, controle de qualidade e usinagem de precisão.
A Enterfix é a sua parceira quando se trata de controle de qualidade dimensional. Com uma dedicação à excelência, oferecemos soluções precisas e inovadoras para garantir que seus produtos atendam aos mais altos padrões de Qualidade!
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