OMP40, OMP60, a linha M&H e o PO40 falham de um jeito só deles: janela, vidro de proteção, sensor óptico e uma sequência de configuração que precisa ser lida antes e depois do reparo. Bancada com interface óptica em modo legado e modulado, em São Bernardo do Campo.
O apalpador óptico vive dentro do envelope de usinagem e conversa com a máquina por infravermelho. Isso cria uma classe de defeito que não existe nas outras famílias: a comunicação pode falhar sem que o apalpador tenha nada de errado: janela suja, vidro trincado, alinhamento com o receptor, filtro configurado fora do que a máquina espera. Por isso o diagnóstico começa lendo a configuração, não trocando peça.
Os seis casos que mais chegam, e o que cada um costuma ser.
Antes da placa, o caminho óptico: janela do apalpador ou do receptor suja, vidro de proteção trincado, desalinhamento com o receptor ou filtro configurado num modo que aquela máquina não lê. Quatro causas baratas que se confundem com uma cara.
Vermelho constante, sem piscar, é bateria morta, não é defeito. Se trocar a pilha e continuar, aí sim o problema é de alimentação ou de placa, e o ensaio de tensão e capacitância na bancada diz qual dos dois.
Consumo acima do normal quase sempre significa que o apalpador não está entrando em repouso: defeito de placa ou configuração de desligamento errada. Trocar a pilha não resolve, só adia.
Sintoma clássico de potência de transmissão reduzida ou de alinhamento óptico fora do cone de visada. Aparece primeiro nas posições extremas do curso e piora com a máquina cheia de cavaco.
Aqui está a peça que só existe nesta família: o vidro de proteção. Com ele trincado ou com as vedações ressecadas, o fluido de corte chega à eletrônica. Trocamos vidro, o-rings e vedações e reensaiamos a estanqueidade depois de remontar.
A comunicação está boa, mas o número não repete. É o módulo cinemático: os assentos de contato marcaram e o apalpador não volta ao mesmo zero depois do toque. É o que o ensaio de repetibilidade mede.
O apalpador óptico guarda a própria configuração: modo de operação, filtro, potência de transmissão e forma de ligar e desligar. Ela é lida por uma sequência de piscadas coloridas, e um apalpador reparado que volta com a configuração trocada simplesmente não funciona na máquina do cliente, mesmo estando perfeito.
A geração do apalpador muda a leitura: modelos de gerações diferentes não têm os mesmos menus. Contar menu errado é ler a configuração errada, e por isso modelo e geração entram no laudo.
| Sinal | Significado |
|---|---|
| Verde | Apalpador assentado, pronto para medir |
| Vermelho | Apalpador acionado, houve o toque |
| Azul junto do vermelho | Bateria fraca, troque antes do próximo ciclo |
| Vermelho constante | Bateria morta, não é defeito do apalpador |
Se a sequência de piscadas não corresponde a nenhum estado conhecido, o problema é de placa ou de configuração. É aí que a bancada entra.
É o apalpador óptico mais comum no parque brasileiro e o que mais aparece nos nossos laudos. Isso importa para você: quanto mais vezes um modelo passa pela bancada, mais rápido o defeito é reconhecido e mais peça de reposição existe em casa.
Cada apalpador é fotografado na chegada e na saída, com a foto amarrada ao número da ordem de serviço. Um apalpador, uma OS, um laudo, mesmo quando chegam dezenas de uma vez.
Além dos ensaios comuns a todo reparo, a família óptica tem verificações próprias.
Registrada como entrou e como saiu: modo de operação, filtro, potência de transmissão e forma de ligar e desligar.
Ensaio na interface real, em modo legado e modulado, com o receptor correspondente ao seu equipamento.
Vidro de proteção, o-rings e vedações estruturais substituídos e ensaiados depois da remontagem, não antes.
Verificação dos estados de assentado, acionado e bateria, que é como o operador enxerga o apalpador na máquina.
Mais o que vale para todos: repetibilidade com no mínimo 25 pontos em ±X, ±Y e +Z a 2σ, força de trigger em newtons conforme a especificação do modelo, checklist visual e funcional item a item, lista de peças substituídas e liberação assinada por engenheiro.
| Fabricante | Modelos | Onde costuma estar |
|---|---|---|
| Renishaw | OMP40, OMP60, OMP 7, 8, 9, 10 e 12 | Centro de usinagem vertical e horizontal |
| M&H / Hexagon | 25.41, 25.50, 32.00, 20.41, 40.01, 35.10 e 41.00pp | Máquina-ferramenta, medição em processo |
| Hexagon | IRP60.00 | Medição em processo |
| Chotest | PO40 | Centro de usinagem, linha de custo reduzido |
Não encontrou o seu na lista? Pergunte antes de descartar. A lista cresce a cada bancada, e apalpador óptico de outras marcas costuma compartilhar a mesma arquitetura.
Provavelmente não. Vermelho constante, sem piscar, é a indicação de bateria morta. Troque as pilhas e observe: se voltar ao normal, não havia defeito nenhum. Se continuar vermelho constante com pilhas novas e boas, aí o problema é de alimentação ou de placa, e precisa de bancada.
Na ordem do mais comum para o menos: janela do apalpador ou do receptor suja ou com respingo de refrigerante, vidro de proteção trincado, desalinhamento entre apalpador e receptor, filtro ou modo de operação configurado diferente do que a máquina espera, e só então defeito de placa ou de sensor. As quatro primeiras são baratas e é por isso que a análise começa por elas.
Sim, e isso faz parte do reparo. Registramos a configuração como o apalpador chegou, e devolvemos configurado para o seu receptor e para o modo que a sua máquina usa. O laudo mostra a sequência de entrada e a de saída lado a lado, para você conferir. Diga qual é o seu receptor na abertura da ordem de serviço.
Dá, e é justamente nisso que a bancada faz diferença. A parte mecânica qualquer um resolve trocando peça; o gargalo do reparo óptico é quando a colisão atinge a eletrônica. Medimos tensão e capacitância com instrumentos próprios para identificar o componente morto. Quando a placa não tem recuperação, dizemos isso no laudo em vez de empurrar um reparo que volta em três meses.
Sim. A linha M&H óptica, o IRP60.00 e o PO40 da Chotest passam pela mesma bancada, com a interface correspondente e o mesmo conjunto de ensaios. O que muda de modelo para modelo é a sequência de configuração e a disponibilidade de componente de reposição, e as duas coisas aparecem no orçamento.
Abrimos a ordem de serviço, você envia, e o orçamento sai com o defeito já identificado em bancada. Aprovando o reparo, a análise técnica não é cobrada.
Enterfix, soluções em metrologia, controle de qualidade e usinagem de precisão.
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