RMP40, RMP60, RMP60M, RMP400 e RMP600, com verificação do receptor RMI, RMI-Q ou RMI-QE. Nesta família o probe pode estar cem por cento bom e o sistema mesmo assim não funcionar, e quem não sabe disso troca a peça errada.
O apalpador de rádio existe para resolver o que o óptico não resolve: máquina grande, eixo que gira, apalpador sem linha de visada com o receptor. O preço dessa liberdade é um sistema com duas pontas que precisam se reconhecer. Pareamento perdido, hibernação ligada, blindagem por metal ou receptor mal posicionado produzem exatamente o mesmo sintoma de um apalpador quebrado, e nenhum deles se resolve trocando o apalpador.
Quatro causas que param o sistema inteiro sem que o apalpador tenha defeito nenhum.
Apalpador e receptor precisam estar associados um ao outro. Uma troca de bateria mal feita, uma intervenção de terceiros ou um receptor substituído desfazem a associação. O apalpador liga, o LED responde, e a máquina não recebe nada.
Existe um modo de repouso profundo que economiza bateria e que, mal configurado, faz o apalpador parecer morto entre ciclos. É configuração, não defeito, mas sem saber que esse menu existe, ninguém procura ali.
Radiofrequência não atravessa massa metálica. Peça grande, dispositivo de fixação novo ou uma mudança na posição do receptor bastam para criar sombra de sinal em parte do curso. Funciona numa posição e falha na outra.
O defeito pode estar na outra ponta. Por isso, quando possível, pedimos o receptor junto: ensaiar o apalpador sozinho responde metade da pergunta, e é a metade que costuma não ser a causa.
Mande o modelo do receptor na abertura da ordem de serviço, mesmo que ele fique na máquina. Sem saber se é RMI, RMI-Q ou RMI-QE, não dá para devolver o apalpador pareado e pronto para usar.
A configuração do apalpador de rádio é lida por uma sequência de piscadas, percorrendo menus em ordem. O problema é que a primeira geração não tem os mesmos menus da segunda: faltam o de filtro e o de hibernação. Quem lê um apalpador de primeira geração contando os menus da segunda sai com a configuração trocada, e devolve um apalpador que não funciona.
Por isso o modelo e a geração entram no laudo, e a sequência é registrada como entrou e como saiu.
O RMP400 e o RMP600 são de tecnologia diferente das demais, com extensômetro no lugar do assento de contato simples, e têm configuração própria. Eles recebem tratamento à parte na bancada.
| Item | Rádio | Óptico |
|---|---|---|
| Sinal de ligado | Piscada longa amarela | Piscada longa vermelha |
| Opções de filtro | Três | Quatro |
| Potência de transmissão | Não existe | Configurável |
| Hibernação | Existe | Não existe |
| Pareamento | Obrigatório | Não se aplica |
São protocolos diferentes, com menus diferentes. Tratar os dois como iguais é a origem da maior parte dos reparos que voltam.
Descartadas as causas de sistema, sobram os defeitos do próprio apalpador.
Haste, esfera, carcaça e módulo têm reposição. O que exige bancada é confirmar se o impacto atingiu a placa ou o transmissor de rádio, porque isso não aparece na inspeção visual.
Módulo cinemático com assentos marcados. A comunicação continua perfeita e o número deixa de repetir, e é o defeito mais silencioso que existe.
Consumo alto indica que o apalpador não entra em repouso, por defeito de placa ou por hibernação configurada errada. Trocar a pilha só adia o diagnóstico.
Vedação comprometida em máquina com fluido de corte. Trocamos o-rings e vedações estruturais e reensaiamos a estanqueidade depois de remontar.
Além dos ensaios comuns, esta família tem um bloco próprio dedicado ao sistema de rádio.
Receptor identificado, geração do apalpador, pareamento registrado na entrada e na saída, alcance verificado e observação sobre o ambiente de radiofrequência.
Lida pelos menus corretos da geração do seu equipamento, e registrada como entrou e como saiu.
No mínimo 25 pontos em ±X, ±Y e +Z a 2σ, e força de deflexão em newtons conforme a especificação do modelo.
Grade de aspectos visuais e funcionais própria da família, relação de peças substituídas e liberação assinada por engenheiro.
É esse bloco que evita o pior desfecho do reparo de rádio: o apalpador voltar perfeito, ser instalado e continuar sem funcionar porque o problema nunca esteve nela.
| Modelo | Característica | Receptor |
|---|---|---|
| RMP40 | Compacto, para máquinas de menor porte | RMI, RMI-Q ou RMI-QE |
| RMP60 | O mais difundido da família | RMI, RMI-Q ou RMI-QE |
| RMP60M | Variante do RMP60 | RMI, RMI-Q ou RMI-QE |
| RMP400 | Extensômetro, configuração própria | RMI, RMI-Q ou RMI-QE |
| RMP600 | Extensômetro, configuração própria | RMI, RMI-Q ou RMI-QE |
Informe sempre o receptor junto com o modelo do apalpador. É ele que determina o pareamento e o modo de operação com que o apalpador volta configurado.
Nem sempre, e esse é o ponto mais importante desta família. Se o apalpador liga e o LED responde ao toque, a parte dele está viva. O que falta é a comunicação chegar ao comando, e as causas mais comuns são pareamento desfeito, hibernação configurada errada, receptor com problema ou sombra de sinal por massa metálica. Nenhuma delas se resolve trocando o apalpador.
Se der, mande. Ensaiar o apalpador isolado responde só metade da pergunta, e é comum que a causa esteja na outra ponta. Se o receptor não puder sair da máquina, informe o modelo exato na abertura da ordem de serviço, seja RMI, RMI-Q ou RMI-QE, para que o apalpador volte pareado e configurado para ele.
Quase sempre é sombra de radiofrequência: alguma massa metálica entre o apalpador e o receptor naquela posição específica. Peça grande, dispositivo de fixação novo ou o receptor reposicionado numa manutenção anterior bastam para criar isso. É problema de instalação, não de reparo, e a gente aponta no laudo quando identifica.
Não exatamente. Eles usam extensômetro em vez do assento de contato simples dos demais apalpadores da família, o que muda tanto o princípio de acionamento quanto a configuração. Passam pela mesma bancada, mas com tratamento próprio, e isso fica registrado no laudo.
Sim, desde que saibamos qual é o seu receptor. Registramos a configuração como o apalpador chegou, reconfiguramos para o seu sistema e mostramos a sequência de entrada e de saída no laudo. Se o receptor vier junto, o pareamento é conferido aqui, com as duas pontas na bancada.
No rádio essas três informações juntas encurtam o diagnóstico. Abrimos a ordem de serviço, você envia, e o orçamento sai com o defeito já identificado em bancada. Aprovando o reparo, a análise técnica não é cobrada.
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